Você usa plástico pra escovar os dentes?

Você usa plástico pra escovar os dentes?

Os produtos de higiene bucal diária são recheados de ativos tóxicos. 

Da série: coisas que são de plástico e você nem sabia. Sim, a pasta de dentes, além de ser embalada nesse material, tem ele dentro da sua composição. Não sei pra vocês, mas pra mim é sempre chocante descobrir que estamos usando plástico sem nem nos darmos conta. 

Ah, acho importante dizer que esse conteúdo não é pra fazer você parar de usar pastas de dente, tá? Até porque a higiene bucal é essencial pra nossa saúde e esse produto é o principal aliado pra fazer a manutenção dos dentes, gengiva e língua. Porém, quero que tudo isso sirva de alerta e incentive você a buscar marcas e produtos menos agressivos pra você e pro Planeta.

Vem comigo que hoje vou explorar a fórmula das pastas de dente comuns e revelar pra você todos os segredos por trás desses produtos.

Índice


Por que precisamos usar pasta de dente?

Hoje, o padrão ouro em higiene bucal determinado por especialistas é a escovação com escova e pasta de dentes. Isso porque essa prática une as limpezas mecânica, feita de forma física com a escova de dentes, e química, o uso de pasta de dente que tem compostos químicos que vão quebrar as moléculas de gordura e ajudar na remoção de restos de comida e bactérias.

Sendo assim, escovar os dentes sem a pasta ou usar apenas outros produtos, como enxaguantes bucais, não é o suficiente pra fazer a higiene efetiva e completa da sua boca. Os ingredientes que estão presentes dentro da pasta de dentes que vão combater as bactérias, fornecer flúor pros dentes e ainda trazer outros benefícios, como proteção contra a sensibilidade.

Quais são os ingredientes das pastas de dente comuns?

Antes de explorarmos juntas o plástico e outros ingredientes nocivos dentro da pasta de dentes, é essencial que a gente entenda do que ela é composta. A fórmula desse produto geralmente tem as seguintes categorias de ativos:

  • Abrasivo: esse é o componente mais importante pra limpeza. Ele desgasta levemente a superfície, desagregando as partículas de sujeira, além de ser alcalino, o que ajuda a reduzir a acidez da boca e, por consequência, a controlar as cáries.
  • Solvente: é a própria água que vai deixar a pasta mais fluída e vai misturar todos os ativos.
  • Umectante: é usado para melhorar a aparência e consistência do produto, ajudando a manter a cremosidade e evitando que o produto seque dentro da embalagem. 
  • Espumante: como o nome indica, é o que vai fazer a espuma do produto, mas mais do que isso, é o agente responsável pela quebra das partículas de gordura, facilitando a remoção delas e de outras sujeiras.
  • Aglutinante: responsável por “estabilizar” a textura e consistência da pasta, fazendo com que as partículas líquidas e sólidas não se separem.
  • Edulcorante: a função deles é trazer doçura e reduzir o gosto amargo dos abrasivos e espumantes.
  • Agentes terapêuticos: tudo na fórmula que tem um objetivo específico pra além da limpeza, como  bactericidas, antiácidos, removedores de manchas e clareadores, agentes pra sensibilidade dos dentes, controle das cáries e outros. 
  • Corantes, flavorizantes, aromatizantes: esses são apenas pra fins estéticos do produto, vão dar cor, gosto e aroma. 
  • Conservantes: o nome também já diz tudo, são os agentes responsáveis por conservar o produto, impedindo a proliferação de bactérias e que ele estrague em um período curto de tempo.

As pastas de dente comuns e amplamente consumidas estão recheadas de plásticos e ingredientes tóxicos. Dentro delas, temos o uso comum de PVP como um aglutinante e do Lauril Sulfato como espumante, por exemplo, além de terem também aromatizantes e corantes sintéticos.

Leia mais: Mitos e verdades sobre o flúor.

PVP: o plástico presente na sua pasta de dentes.

O Polivinilpirrolidona, ou PVP, é um polímero sintético solúvel em água e extremamente tóxico pra vida aquática, matando os organismos presentes lá quase instantaneamente. Como todos os microplásticos, ainda não sabemos o efeito dele no corpo humano, apenas que se acumulam em nosso organismo. 

Nas pastas de dente comuns, o PVP funciona como o aglutinante, o agente responsável pela textura do produto, por isso quando aplicamos a pasta na escova temos aquele aspecto quase como de um “queijo” derretido ou bem cremoso que puxa os fios, mas sem se desmanchar completamente ou ser totalmente aguado.

Leia também: 5 coisas que levam plástico e você não sabia.

Outros agentes tóxicos pra ficar de olho. 

Além do PVP, as pastas de dente comuns também trazem uma série de outros ingredientes sintéticos e possivelmente nocivos pra gente e pro Planeta. Alguns deles são:

  • SLS (Lauril Sulfato): alergênico, tóxico pros animais depois que é descartado e ainda tem um alto grau de ressecamento pra mucosa, causando até aftas. Ele funciona como o ativo que faz a espuma e quebra as partículas de gordura.
  • Aromatizantes, flavorizantes e corantes sintéticos: podem ser alergênicos, são os fatores que trazem o cheiro, gosto e cor pro produto. E com o uso de SLS, o sabor da pasta fica extremamente amargo, precisando que os produtos sintéticos tragam ainda mais em suas fórmulas os flavorizantes sintéticos.
  • Triclosan: além de ser um potencial disruptor endócrino, faz com que as bactérias que queremos eliminar se tornem mais fortes e resistentes com o uso contínuo. Também interfere no desenvolvimento de microrganismos aquáticos responsáveis pela degradação de matérias orgânicas, o que pode desequilibrar os ecossistemas. Ele é um ativo conservante e bactericida, o que torna o contraponto dele ainda mais preocupante. Como manter as bactérias distantes e o produto conservado se elas se tornam resistentes a ele? 
  • Parabenos: também são potenciais disruptores endócrinos e são considerados poluentes orgânicos persistentes (POPs), já que são altamente resistentes à degradação, se acumulando nos oceanos. Nas pastas de dente, também atuam como conservantes.

Se ver algum desses ativos descritos nos ingredientes da sua pasta de dente, já acenda o sinal de alerta. Uma coisa importante de ser dita é que: não é porque uma coisa sempre foi feita de uma forma que é o único jeito certo de se fazer. Existem alternativas menos poluentes e que vão cuidar da sua higiene bucal tão bem (e às vezes até melhor) do que um produto recheado de plástico e ingredientes potencialmente nocivos.

Agora me conta: você sabia de tudo isso sobre as pastas de dente? Vou amar ler seus comentários e nos vemos no próximo post!

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