Insegurança alimentar: o que é, quais as causas e como fazer sua parte.

Se você ainda não ouviu falar sobre insegurança alimentar, provavelmente vai ouvir. E logo, infelizmente, essa expressão faz parte do cotidiano de um número cada vez maior de pessoas no mundo todo – e aqui no Brasil também.

Pode até parecer um assunto distante da nossa realidade ou um daqueles temas que a gente imagina que não pode fazer nada a respeito, né? Mas quer saber? Dá sim pra ter atitudes e decisões em nossa rotina que ajudem a impactar positivamente essa realidade.

 

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O que é insegurança alimentar?

Como temos intimidade, vamos direto ao ponto, insegurança alimentar é um termo mais sofisticado – ou técnico – pra falar sobre fome. É um jeito bem resumido de tratar desse assunto que é tão grave e denso, a gente sabe, mas que é a realidade de muita gente.

Insegurança alimentar significa a falta de disponibilidade ou de acesso à alimentação minimamente necessária pra saciar uma pessoa e manter sua saúde. Essa dificuldade de acesso à comida pode ter diferentes causas: ela pode ser de origem social, econômica ou física. Ah, e a insegurança alimentar também é dividida em três níveis: leve, moderada ou grave. 

Para entender, imagine uma casa onde vive uma família de 4 pessoas. A insegurança alimentar leve pode significar que elas precisem precarizar a dieta das refeições porque não conseguem pagar pelos alimentos que gostariam. Ou que precisem dividir o alimento, comendo porções individuais menores, pra que todo mundo tenha comida no prato. A insegurança alimentar moderada já é diferente: nesse caso, alguém da casa pode ter que abrir mão de uma refeição pra que outro consiga se alimentar. E a essa altura você já deve estar desconfiando o que seria a insegurança alimentar grave, né? Nesse caso, falta comida pra todos e esse cenário já resvala em uma condição crítica de fome mesmo.

Quanta gente você acha que convive com insegurança alimentar atualmente? Quer arriscar um palpite? Se você não faz ideia, é melhor se sentar: segundo pesquisas, 41% da população brasileira tem que conviver com a insegurança alimentar diariamente. No resto mundo, não é lá muito diferente: são 30% das pessoas em situação de insegurança moderada ou grave! 

Mas se existe insegurança alimentar, também existe segurança alimentar?

Sim, claro! Inclusive, a segurança alimentar é o ponto inicial desta história. Essa expressão começou a aparecer depois da 2ª Guerra Mundial. O que rolou foi o seguinte: com a destruição causada pela guerra, ficou claro que o acesso a uma alimentação em quantidade e qualidade mínimas é uma questão de segurança. Países poderiam atacar as plantações e fábricas de alimentos dos outros como uma forma de enfraquecer as defesas inimigas. Enfim, comida virou tática de batalha.

Esse conceito foi incorporado e reinterpretado mais tarde pela ONU, que passou a entender a segurança alimentar como um requisito básico para a vida das pessoas e nações. Para a FAO, que é a agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, "segurança alimentar existe quando todas as pessoas têm, a qualquer momento, acesso físico, econômico e social a alimentos seguros, nutritivos e suficientes para satisfazer suas necessidades dietéticas e preferências alimentares para uma vida ativa e saudável.”  

Bom, e se segurança alimentar é isso, quando não rola isso, é insegurança alimentar. Sacou?

E o que causa a insegurança alimentar?

A real é que existe um montão de causas para a insegurança alimentar. Afinal, tem muitas coisas que podem impedir alguém de comer o que essa pessoa deseja – ou precisa – naquele momento. É fácil imaginar os motivos, né? Se o combustível fica mais caro, o transporte de alimentos também custa mais. Com isso, a comida chega com preço mais alto no mercado, que vai cobrar mais por ela. Se o preço do alimento sobe, fica cada vez mais complicado pagar por ele, né? Quando alguém deixa de levar uma fruta pra casa porque não consegue mais pagar por ela, isso é insegurança alimentar. Leve, mas é.

Isso também mostra que a insegurança alimentar pode ser de dois tipos: temporária ou crônica. Vamos entender? Se alguém perde o emprego e fica sem uma fonte de renda por um tempo, essa pessoa pode experimentar uma insegurança alimentar temporária, tendo que deixar de consumir certos alimentos por questões financeiras. Daí, se ela voltar a trabalhar e começar a receber um salário novamente, ela consegue retornar ao seu padrão de consumo anterior e se encerra o período de insegurança alimentar. 

Porém, existem causas crônicas para a insegurança alimentar: são aquelas que não se resolvem tão rapidamente – nem tão facilmente. Quem vive em uma condição de pobreza estrutural, por exemplo, sente a insegurança alimentar na barriga constantemente. Pessoas que moram em regiões isoladas, de difícil acesso, onde a distribuição de alimentos não consegue chegar, também convivem diariamente com essa situação. E também existe a insegurança alimentar crônica que é causada por problemas na produção dos alimentos. Se plantar e colher começa a se tornar uma atividade cada vez mais desafiadora, isso leva a um cenário de falta de alimentos mais amplo e permanente.

Mudanças climáticas e insegurança alimentar.

Um dos fatores que tem tornado a produção de alimentos, em escala global, cada vez mais complicada são as mudanças climáticas, né? Faltou chuva? Colhe menos. Choveu demais? Colhe menos. Temperatura média subiu? Colhe menos. Frio fora de hora e geada? Colhe menos. Tornado devastou a plantação? Colhe os cacos da destruição. Ou seja: a instabilidade do clima gera uma instabilidade nas lavouras. 

As consequências disso são bem graves, claro. Recentemente, dia 17 de Junho, foi o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, uma data lembrada pela ONU como forma de alertar que as mudanças no clima estão levando a períodos com menos chuvas e solos cada vez mais ressecados e empobrecidos. Isso é uma péssima notícia pra quem precisa plantar – já que esse estresse hídrico diminui a produtividade das lavouras – e pra quem precisa comer, já que aumenta o preço da comida.

O que fazer, então?

Bom, como a insegurança alimentar tem muitas causas, combatê-la também é um esforço que depende de muitas frentes, né? É só pensar assim: não adianta produzir um montão de alimentos se as pessoas não tiverem dinheiro pra comprar. O inverso é verdadeiro: de que vale ter a grana no bolso se a fruta não está no mercado?

Então, o caminho passa por ações e políticas públicas que, por exemplo, ajudem a reduzir as desigualdades sociais – no Brasil e no mundo – pra que mais gente tenha condições financeiras de levar comida pra casa. Também é interessante pensar em como aumentar a produção de alimentos no campo sem que isso signifique queimar florestas ou causar outros danos ao meio ambiente. Afinal, isso só irá agravar ainda mais as mudanças climáticas e gerar o efeito contrário, né?

De um jeito bem resumido e simples, mais sustentabilidade no campo significa menos impacto no clima e maior produção de comida. E falando em sustentabilidade, essa é uma das formas que a gente também pode ajudar, individualmente, nessa luta por mais alimentos e menos fome.

Como eu posso ajudar?

Saindo da esfera pública e trazendo a questão da insegurança alimentar pro nosso dia a dia, parece que esse assunto está um pouco distante do nosso campo de ação, mas não é bem assim. Dá pra assumir uma postura responsável e consciente nesse sentido, e praticar algumas ações que podem ajudar.

Uma delas, claro, é doar. Um gesto simples, mas bastante poderoso. Se não está faltando comida na sua mesa e você conhece uma forma de ajudar, não pense duas vezes. Um ato de generosidade isolado não vai mudar o mundo, mas vai mudar a vida de alguém. :)

Quer outro jeito legal de assumir uma postura contra a insegurança alimentar? Desperdice menos! A gente se choca com a quantidade de comida que é desperdiçada no Brasil – cerca de 27 milhões de toneladas ao ano – mas às vezes nem percebe que em casa, muito alimento vai pro lixo sem precisar. Comer com mais consciência pode ser mais simples do que parece, e tem muita receita por aí ensinando a aproveitar talos e cascas de frutas e legumes sem jogar fora, por exemplo. Isso também diminui a quantidade de resíduos sólidos no lixo que não precisavam estar lá, superlotando lixões e aterros sanitários.

Na verdade, suas escolhas de consumo têm um impacto importante nesse ciclo todo, sabia? É simples: se as coisas que eu compro causaram prejuízo ao meio ambiente durante sua produção – contaminação de águas, poluição atmosférica – essa agressão vai se converter em mais mudanças climáticas e menos alimentos produzidos. 

Esses descartes vão para a natureza e afetam animais e plantas, desregulando o ciclo ambiental ampliam os problemas climáticos, como o aquecimento global. A reciclagem, por mais legal que seja, não dá conta de evitar que esse mar de resíduos – plásticos, em sua grande maioria – chegue até o meio ambiente. Lá, eles irão poluir e acelerar esse processo de instabilidade climática e insegurança alimentar.

Então, escolher bem o que você leva pra sua casa faz, sim, diferença, tá? Optar por alimentos da estação na quitanda e privilegiar os agricultores locais, da sua comunidade, por exemplo, é um impulso positivo para uma produção mais sustentável. Se a comida vem de pertinho, ela chega com mais qualidade e mais barata aos consumidores, e isso tem tudo a ver com uma maior segurança alimentar, hein!

Funciona da mesma forma com os produtos que você compra e usa. Preferir marcas com uma postura responsável, que produzem de forma sustentável e se preocupam com o impacto que terão no meio ambiente também é um jeito legal de fazer sua parte.

Escolha bem: escolha B.O.B

Os nossos cosméticos sólidos são um exemplo dessa postura: eles são produzidos com uma visão responsável, a partir de ingredientes naturais e certificados. Isso garante que não causaram danos ao ambiente ou às comunidades envolvidas no processo – e nem após o uso, já que nossas barrinhas não levam agentes químicos nocivos que podem contaminar os sistemas hídricos. E mais: nosso conceito Waterless Beauty utiliza menos água, já que nossos produtos de cuidado pessoal são sólidos. Legal, né?

Os produtinhos da B.O.B também são veganos, livres de crueldade animal – #CrueltyFree – e não usam nenhum tipo de plástico em suas embalagens (nem no envio até sua casa)! Somos zero plástico, zero poluição! Tudo aqui foi pensado com muito carinho pra você e pelo Planeta, pra assegurar que seu cuidado pessoal também seja um ato de cuidado com o Meio Ambiente. Usando a linha completa da B.O.B – shampoos, condicionadores, máscaras, sabonetes, desodorantes, etc. – você traz a #sustentabilidadepossível pra dentro de casa e da sua rotina de beleza e saúde, reduz a poluição e o impacto negativo na natureza e contribui para um mundo com mais equilíbrio em tudo, até na produção e distribuição de alimentos. 

Não pense que isso é pouco, tá? A cada pequena atitude que você muda, e a cada pequena decisão que você toma, você está fazendo sua parte e contribuindo pra melhorar as coisas pra todo mundo! E já que é assim, vamos juntas? :)

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